terça-feira, 25 de julho de 2017

Estabelecer conexões mediúnicas 4

Contatos espirituais pela via da mediunidade quando envolvidos pelo amor, tendo por base a alteridade e sempre que visem a boa relação entre as pessoas envolvidas, promovem a sensação de ampliação da consciência e de profunda conexão com a Vida. Estes contatos permitem a percepção da grandeza do Criador em possibilitar a continuidade existencial humana. Quanto mais o ser humano toma consciência de sua imortalidade no convívio com seres espirituais desencarnados, melhor percebe o sentido e significado de sua existência.

Extraído do livro O bom da vida.



Estabelecer conexões mediúnicas 3

A vida na matéria é parte da vida espiritual, sendo campo de manifestação das potencialidades que o Espírito traz de suas várias encarnações. Nas experiências vividas, o Espírito estabelece diferentes relações afetivas, gerando necessidade de contato com seus entes queridos, mesmo quando se encontram em dimensão existencial distinta. Graças à mediunidade, a comunicação se estabelece, aproximando os corações, ampliando as consciências e promovendo a interligação entre os Espíritos. Quando estas relações ocorrem trazendo paz e felicidade, é possível experimentar-se o bom da vida como um presente da Divindade para a criatura humana.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estabelecer conexões mediúnicas 2

Estabelecer contatos conscientes com mentes desencarnadas que se situem em planos elevados, cujas ideias estejam na faixa do bem comum e da paz individual e coletiva, proporciona a sensação do êxtase místico que revela a transcendência da vida e do destino humano. Trata-se de uma sensação agradável de bem-estar com consequente sentimento de pertencimento a algo maior e mais próximo do Divino. A mediunidade é superior faculdade da alma que conecta o Espírito a sua dimensão de essência, fazendo sentir-se em consonância com sua verdadeira natureza.


Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 23 de julho de 2017

Estabelecer conexões mediúnicas 1

A mente humana é um canal de comunicação sempre disponível ao contato, emitindo e recebendo informações que a fazem participar da dinâmica universal. À mente, conectam-se outras de diferentes dimensões, que se associam por sintonia e pelo desejo do estabelecimento de contato e entendimento. Quando mais maduro, o Espírito direciona sua mente para ligações com outras que lhe possam fazer crescer e adiantar-se espiritualmente, não se detendo em relações psíquicas inferiores. Quando o Espírito experimenta o bom da vida, mantém-se em comunhão com as Mentes Superiores que governam os destinos humanos, acessando o que há de melhor e mais adequado para sua evolução.


 Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 22 de julho de 2017

Fazer o bem 8

Pode-se fazer o bem por julgar que o outro seja moralmente merecedor, como também não o fazer, baseando-se no critério de que a pessoa apresenta um caráter duvidoso ou imoral; em ambos os casos, passível de equívoco pelo risco da projeção da sombra, o julgamento moral se torna o critério para a ação no bem. Pode-se também fazer o bem a alguém considerando que esse alguém necessita de um exemplo para que se erga espiritual ou materialmente. Este critério, mesmo partindo de uma racionalização, pode ser útil a si próprio e aos envolvidos na ação pelo bem. O princípio geral da ação no bem deve conter o desejo íntimo de se tornar uma pessoa bondosa, de minorar o sofrimento do outro e construir uma sociedade mais fraterna e feliz. O bom da vida se amplia quando se tem a consciência em paz pelo bem que é proporcionado ao outro e a todas as pessoas, sem qualquer limite ou critério que exclua ou discrimine alguém.

 Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Fazer o bem 7

Fazer ou não o bem de acordo com o julgamento pessoal sobre o merecimento do outro, mesmo sendo uma racionalização do ato de bondade, não deixa de ser meritório. Fazer o bem é um ato que pode ser antecedido por muitas construções de ideias. Antes de sua execução há quem julgue o merecimento do outro baseando-se no que entende ser o melhor para seu destino. Este julgamento deve sempre incluir a ideia de que todos merecem não sofrer.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Fazer o bem 6

Fazer o bem como escolha ante o desejo impulsivo de agir de forma contrária requer amadurecimento emocional e senso de propósito, a fim de que não se descarregue no outro o próprio mundo sombrio. A raiva gerada pela contrariedade ante a atitude de alguém pode desencadear o surgimento da sombra, qual fantasma que se movimenta nos subterrâneos da psiquê humana, muitas vezes de forma autônoma. Quem vive o bom da vida já aprendeu que as polaridades do mal e do bem convivem mutuamente na dinâmica psíquica, requerendo discernimento e respeito aos seus significados.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Fazer o bem 5

O bem emana do sistema de valores adotado pelo ser humano, em consonância com sua percepção do Divino, cujo entendimento pode gerar culpa e consequente sofrimento tanto quanto libertação da consciência, resultando na felicidade. Esse sistema, ao criar o bem, elabora seu contrário por força do automatismo psíquico que sempre forja toda construção oposta à atitude consciente. Nasce, portanto, o mal como opção a não ser aceita nas escolhas da vida, permanecendo como elemento subliminar, inconsciente e disponível ao eu da Consciência. A atitude contrária ao bem permanece como um fantasma que ronda sussurrando o ego, necessitando ser compreendida como inerente ao sistema psíquico criado. Perder o medo deste mal contribui para não o projetar externamente, principalmente não o atribuindo a outra pessoa. O bem da vida não exclui a existência do mal, não o exprobra sumariamente nem se angustia com sua permanência na intimidade da alma.


Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Fazer o bem 4

Não resta dúvida quanto a importância do espelhamento de atitudes, principalmente na infância, referentes ao bem. É fantástico como se multiplicam como uma grande árvore frondosa que espalha seus galhos em direção ao céu. O bem se capilariza de forma sutil, pois nem sempre quem percebe a atitude bondosa de alguém é capaz de avaliar como o gesto afeta seu mundo íntimo e sua disposição para algo semelhante. O gesto nobre e desprendido de alguém, de forma alquímica, atinge as bases psíquicas que geram novas ideias e intenções, influenciando as disposições e atitudes de quem dele foi alvo, ou lhe assistiu. O bom da vida também atinge e contamina quando é compartilhado.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fazer o bem 3

A prática do bem, mesmo quando em obediência a um preceito religioso ou como imitação ao gesto de alguém, favorece a proximidade do eu da Consciência com experiências estruturadas pelo arquétipo da bondade. O indivíduo é tocado pelo natural desejo de se sentir bem e de obedecer ao princípio da ajuda mútua e da divina caridade, a qual brota espontaneamente da intimidade de cada ser humano. O bom da vida é buscado pelo Espírito como quem sente o desejo de que algo de bem ocorra em sua existência, promovendo o encontro do seu sentido e significado.



Extraído do livro O bom da vida. 

domingo, 16 de julho de 2017

Fazer o bem 2

A consciência do significado do bem e a natural intenção de realizá-lo predispõem o indivíduo, pelo bem-estar que promovem, a se sentir capaz de vivenciar o melhor que a vida pode oferecer. Este sentimento advém da certeza de que a prática do bem conecta o Espírito ao que considera transcendente e ao que denomina Deus. Surge, então, um estado de espírito que irradia, perdurando por bom tempo, uma aura de paz e de autoconfiança. Quando se pratica o bem, o efeito se assemelha a uma oração que sintoniza a criatura ao Criador.


Extraído do livro O bom da vida. 

sábado, 15 de julho de 2017

Fazer o bem 1

O bem é tudo que produz desenvolvimento e evolução ao Espírito. Realizá-lo para si e para o próximo é princípio da mais simples filosofia de viver, regra que produz bem-estar e que favorece as relações humanas, bem como uma boa comunicação interpessoal. Alcançar o bom da vida pressupõe a compreensão do significado da palavra bem, que resume a disposição de promover o equilíbrio do sistema de relações em que o indivíduo está inserido, por força da necessidade que alguém apresente.


Extraído do livro O bom da vida. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 4

A paz não se faz apenas com palavras ou com medidas exteriores de contenção, mas principalmente com o coração voltado para o amor e para a Vida. A paz na consciência permite a conquista de tudo quanto possa produzir bem-estar ao ser humano. Quando uma pessoa se determina a viver em paz consigo mesmo e com seu semelhante, deve sempre considerar que terá de lidar com forças internas antagônicas que lhe exigirão dissolver tudo quanto construiu de barreiras para impedir o conflito com o mundo. Não há paz possível sem a percepção de que o grande obstáculo do ser humano se encontra em sua ignorância quanto a si mesmo e ao sentido real de sua existência.



Extraído do livro O bom da vida. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 3

Pacificar-se é também pacificar o mundo a sua volta. A grande maioria das pessoas acredita que o dinheiro e saúde são suficientes para se ter paz e ser feliz. Dinheiro e a saúde são bens importantes, porém não significam tudo; o dinheiro conseguido pelo trabalho digno é um bem pessoal e coletivo. Saúde num corpo bem cuidado garante um grande bem-estar. Ter dinheiro tanto quanto ter uma boa saúde não conseguem levar o ser humano à felicidade se ele não tiver a consciência em paz. A saúde e o dinheiro não se transferem de uma vida a outra, mas a paz sim, pois é um bem inalienável.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 2

A paz, como a desejamos, não é um estado natural. Trata-se do equilíbrio de tensões e de encontro de opostos. Sua instalação exige construção e determinação, cujo esforço deve ser contínuo e de exclusiva responsabilidade do ser humano. O ser humano representa o estado consciente da Natureza e é dele a busca pela paz interior. O humano, com sua percepção consciente, dá sentido à Natureza a sua volta. Por ser responsabilidade humana é que torna a paz uma pessoa. Toda e qualquer pessoa é a paz. Essa pessoa é o leitor que está lendo este livro, tanto quanto sou eu, que o escrevo. Tudo que ocorre com o ser humano é para seu crescimento espiritual e, necessariamente, passa pelo esforço do próprio ser humano. A paz só é possível a partir da pessoa que a deseja. A paz que se deseja só ocorrerá através da pessoa. A pessoa é a paz e a paz é a pessoa. Sem se conhecer, sem se descobrir e sem se transformar não é possível alcançar a paz que se deseja para si e para o mundo.


Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 11 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 1

Geralmente quando pensamos em paz, imaginamos tranquilidade e silêncio exterior, bem como convivência com pessoas harmoniosas e equilibradas. Para isto, esperamos que as pessoas façam sua parte na mesma medida que fazemos a nossa. Acreditamos que a Natureza, em sua complexidade, revela e exala a paz. Porém a Natureza é sempre dinamismo e movimento, não sendo essencialmente pacífica, pois é selvagem e exigente. Ninguém imagina que uma floresta seja pacífica, pois os elementos que nela habitam lutam constantemente pela sobrevivência.



Extraído do livro O bom da vida.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ter paz interior 8

Favorecimento da paz no outro com palavras, expressões e atitudes diversas que denunciem o real desejo de que o outro com quem interage esteja em equilíbrio psíquico ou o alcance. Mesmo quando o outro pareça estar tentando desestabilizar a comunicação ou obter o desequilíbrio de seu interlocutor, é fator que contribui para a paz interior quem se ocupa, a qualquer tempo, de que o outro obtenha sua harmonia pessoal. Contribuir para que as pessoas se tornem pacíficas e pacificadas favorece um bom estado interior. O eventual desgaste psicológico em lidar com pessoas pacíficas é menor. Deve-se favorecer o estado de bem-estar e paz interior das pessoas, o que harmoniza nosso próprio mundo interno. Ela é fortalecida pela autodeterminação da própria existência e pelo domínio consciente de suas escolhas quanto ao futuro. A tranquilidade de espírito, ou a paz interior, decorre de uma consciência sem medos e sem o desejo de atingir negativamente ou agredir outrem. O bom da vida pressupõe uma satisfação interior, mesmo ciente da existência natural de tensões e diferenças, que haja paz entre as pessoas e que a consciência pacificada gera ideias que melhoram as relações humanas. Experimentar o bom da vida com a consciência em paz oportuniza uma melhor sintonia com as Forças Superiores da Natureza.


 Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 9 de julho de 2017

Ter paz interior 7

É também fator determinante para se ter paz interior o envolvimento em atividade geradora de bem-estar coletivo, além de estar trabalhando para a própria manutenção pessoal. Isto implica em recompensas pessoais pela participação em atividades em que haja reconhecimento de seu valor na dinâmica da sociedade. Da mesma maneira, é preciso o engajamento em experiências que gerem endorfinas para que ocorra o equilíbrio corpo-mente. Estar prestando algum serviço comunitário gratuito promove uma sensação psicológica de satisfação íntima, além de contribuir com sua cota de energia em favor da sociedade. O trabalho remunerado deve também proporcionar não só a recompensa material como também satisfação e bem-estar pelo fato de contribuir para a dinâmica social. A sociedade evolui quando todos trabalham para o bem-estar de todos.


Extraído do livro O Bom da Vida.

sábado, 8 de julho de 2017

Ter paz interior 6

É fator determinante para se ter paz interior a certeza íntima quanto ao futuro pessoal, baseada na capacidade de vencer desafios e trabalhar para a consecução dos objetivos desejados. Neste sentido, é fundamental a autoconfiança e a capacitação para que a motivação conte com o suporte da competência na própria personalidade. Isto implica no investimento em si mesmo e em focar o próprio aperfeiçoamento profissional. Nada temer quanto ao futuro, mas construí-lo, pois a inércia e o derrotismo são premiados com um sacrifício maior. Esta certeza íntima não deve levar ao conformismo, mas ao não medo de viver e de superar obstáculos de qualquer natureza.

Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ter Paz Interior 5

É fator determinante para se ter paz interior a paciência possível diante das ocorrências da vida, sem ansiedade ou exigências excessivas de tempo ou de pressa para que o que se deseja venha a se realizar. Esta paciência requer a consciência de que há um ritmo pessoal e outro do Universo, que devem ser sincronizados. É importante o cultivo da tolerância aos equívocos alheios para que não se venha a julgar, projetando a própria sombra nos atos dos outros. Paciência implica em saber ouvir, pois exige empatia, que, em primeira análise, é o estado de espírito que nos permite sentir o que o outro sente, colocando-nos em seu lugar. Paciência requer respeito ao outro na sua dignidade e às suas limitações.

 Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ter paz interior 3

É também um fator determinante para a paz interior, o reconhecimento total dos próprios equívocos e da parte negativa da personalidade, sem subterfúgios defensivos para escamoteá-los a si mesmo e, quando necessário, perante terceiros. Significa assumir quem é, buscando uma vida autêntica e, o máximo possível, transparente. Isso significa integrar em si próprio o que considerava pertencente aos outros, até mesmo o que deplora, evitando julgamentos maniqueístas, entendendo que certo e errado, bem e mal, são relativos ao meio e à época. Deve-se entender que a palavra mal tem servido principalmente quando se quer evitar manter contato com o que é desconhecido ou negado.


 Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ter paz interior 2

A paz, quando conquistada, é inalienável da própria pessoa, não dependendo de fatores externos, que apenas contribuem sem serem sua exclusiva causa. Quando uma pessoa integra à consciência a certeza de que seu destino, portanto, tudo que lhe acontece, tem propósitos superiores que contribuem para sua felicidade, nada teme nem se deixa perturbar ou perder a paz interior. Ela é decorrente da consciência tranquila e segura quanto ao futuro. São fatores determinantes para se ter paz interior:
· Consciência da imortalidade pessoal, isto é, da não perda de sua integridade psíquica, independentemente da morte do corpo físico. Esta certeza da imortalidade é baseada na relação pessoal e direta com Deus, sem o artificialismo dos rituais primitivos, sem o temor e sem a busca de salvação. Isso implica em não ter medo da morte, estando consciente de que se trata de um evento importante, mas não o último. A morte não angustia mais do que a própria vida, pois o depois dela é apenas uma nova fase de continuidade. A consciência da imortalidade retira as preocupações com o que se deixa na vida corporal. A paz interior significa estar conciliado com a morte corporal.

Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ter paz interior 1

A paz interior é a base psicológica sobre a qual se assenta a felicidade pessoal. Uma consciência em paz permite o acesso ao melhor de si mesmo pela liberdade alcançada no equilíbrio íntimo da Consciência. O destino do ser humano é ditado pela sua consciência em paz. A paz é um estado íntimo de tranquilidade e confiança em si e em Deus, que impulsiona o Espírito para atitudes que promovem a estabilidade e a harmonia onde se encontra. O bom da vida se apresenta de forma mais intensa e saudável quando é vivido pela consciência em paz. Ela se inicia no ambiente doméstico, pois se não a alcançamos junto às pessoas com quem convivemos será sempre mais difícil com estranho.

Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 2 de julho de 2017

Ampliar os limites 3

As dimensões existenciais da vida são campos de atividades que, quando associadas, compreendidas na Consciência, promovem um certo grau de satisfação e aprendizado. Por exemplo, há uma dimensão a que se pode chamar de fraternal, em cujo campo tecem-se relações de amizade com pessoas. Os diálogos, os pensamentos, as emoções e as atitudes nas experiências tidas com elas e que envolvem a construção e a manutenção da amizade, no seu conjunto, constituem essa dimensão que, quando conscientemente vivida, gera satisfação e proporciona aprendizagem. Cito como dimensões típicas, embora possa haver muitas outras, a maternal, a paternal, a familiar, a filial, a emocional, a do lazer, a fraternal, a psicológica, a religiosa, a espiritual, a sexual, a intelectual, a profissional, a financeira, a corporal, a estética, a social, a artística, a criativa, entre outras. Quando se foca o sentido e objetivo do viver em apenas uma das dimensões, está-se limitando as potencialidades, requisitando muito mais encarnações para efetivamente apreender as leis de Deus. Ampliar os próprios limites é viver emocionalmente as experiências da vida em todas as dimensões possíveis, buscando resolver os conflitos que porventura existam em seus campos.


 Extraído livro O bom da vida.

sábado, 1 de julho de 2017

Ampliar os limites 2

A consciência focada em um objeto inibe a percepção detalhada de outro, e isso ocorre em escala maior quando não se apercebe que um exclusivo objetivo futuro poderá limitar a vida, bem como suas realizações. A vida é um complexo de experiências multidimensionais, nas quais aprende-se os princípios básicos que capacitarão o ser humano ao conhecimento efetivo das leis de Deus. Ampliam-se os próprios limites quando se busca e se está emocionalmente atento às experiências nas múltiplas dimensões existenciais. Ao vivenciá-las, deve-se perguntar o que se aprende com seus eventos típicos, isto é, o que se incorpora ao saber.




Extraído do livro O bom da vida. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Ampliar os limites 1

Todo ser humano tem seus limites em relação à força física que possui, ao conhecimento intelectual que pensa ter, à capacidade em educar seus instintos. Tais limites vão se ampliando à medida que as experiências se acumulam na caminhada evolutiva do Espírito. As experiências emocionais são mais geradoras de aprendizados do que aquelas exclusivamente intelectivas, por conta de sua maior fixação, motivo para se educar as emoções sem delas fugir como se fossem impeditivas à descoberta de si mesmo. Estimular a intuição nos mais simples momentos, será útil para quando dela necessitar, principalmente quando a lógica da Consciência estiver ausente. Estimular a intuição é tentar prever certas ocorrências cotidianas, visando aguçar a mente, deixando-a disponível à captação em frequências superiores à da Consciência. Exercitar a intuição fará com que se ampliem os limites da Consciência e as capacidades latentes do indivíduo.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 8

Além desses exemplos deve-se procurar qualificar-se melhor no que faz, engajando-se em cursos de capacitação, e sempre buscando melhores maneiras de fazê-lo. Ler ou assistir a documentários sobre a vida dos animais, das plantas e de antigas civilizações é importante para que se possa entender melhor o momento presente. Interessar-se por cozinha, pelo funcionamento das máquinas, pela vida de pessoas ilustres, pelos trabalhos dos gênios da Humanidade pode despertar ideias e desabrochar habilidades latentes. É fundamental descobrir e também exercitar o aprendizado de novas coisas.


 Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 7

Escrever, esculpir, teclar e pintar são quatro exemplos simples, aparentemente despretensiosos, mas que podem produzir efeitos significativos. Os resultados são obtidos após várias tentativas e depois de algum tempo de observação sobre si mesmo. Pode-se tentar fazer o mesmo em relação a tudo que se esteja ocupando no momento, exercitando a memória, incentivando a criatividade e aceitando os desafios que naturalmente surgem na própria vida. Esforçar-se em fazer melhor e de uma outra forma leva a pessoa a descobrir que sabe mais do que imagina, e isto desenvolverá sua criatividade, tornando sua vida melhor, pois a rotina deixará de estar presente. O bom da vida deve ser vivido explorando-se todos os potenciais latentes no Espírito. Em tudo que a pessoa atua conscientemente, deve procurar qualificar-se mais, executar melhor e aprimorar-se constantemente, pois a Vida sempre lhe mostrará possibilidades surpreendentes para que lhe aconteça algo superior e transcendente. Capacitar-se mais e repassar o saber é viver o bom da vida com todos os potenciais de seu ser.


Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ter consciência de aptidão pessoal 6

4. Experimente a pintura. Compre umas três ou quatro telas, dois ou três pincéis e tinta barata, mas adequada. Inicie a desenhar, copiando imagens conhecidas. Você poderá descobrir a habilidade tida no passado. O exercício também pode ser feito com lápis coloridos, o que se torna mais prático e menos custoso. A liberdade de criar, utilizando o lápis colorido, é maior e permite mais flexibilidade para a variação de temas. A materialização das imagens mentais no papel, pelo desenho ou pela pintura, é consequência do processo de simbolização dos conteúdos inconscientes que facilita a rememoração de habilidades aprendidas no passado.



Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 5


Exercite suas habilidades:

2. Pegue um caderno, uma caneta tipo esferográfica e comece a escrever sobre qualquer assunto. Tente, por exemplo, escrever uma poesia, sem a preocupação com rima, mas com um conteúdo abstrato referente ao amor ou outro tema que você domine. Argumente, exponha, critique, opine; não se preocupe com erros gramaticais, pois você está apenas treinando. Faça o mesmo por alguns dias. Verá então, com o tempo, que poderá ter essa habilidade retornada caso a haja adquirido no passado.
3. Num computador, inicie a teclar um texto desenvolvendo um assunto sobre o que sempre quis discorrer, mas não encontrava tempo nem interlocutor para ouvi-lo. Experimente fazer em formato de carta a um amigo, real ou imaginário, buscando fazer-se entender. Verá que é possível expressar algo sem ter o domínio completo da arte de escrever bem. Procure não economizar palavras nem abreviar seu pensamento. Detalhe cada ideia, utilizando-se de adjetivos e de expressões usuais para caracterizar bem o que vem à sua Consciência. O despertar dos conteúdos inconscientes também obedece aos estímulos provocados pela Consciência. No exercício de escrever, provoca-se a construção de imagens capazes de evocar conteúdos adormecidos.


Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 25 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 4

É preciso que evoquemos nossas habilidades latentes e acreditemos que elas façam parte do Inconsciente, encoberto pelo véu do esquecimento do passado reencarnatório. Para que esses conhecimentos possam ser estimulados a vir à tona podemos recorrer a alguns exercícios, cujo objetivo é formar símbolos e imagens para que a consciência se conecte aos conteúdos latentes gerados pelas habilidades já conquistadas. Seguem-se alguns desses exercícios.
1. Inicie algo simples, de fácil execução e que não envolva qualquer risco a você ou a terceiros, por exemplo, esculpir uma imagem ou objeto em madeira. Pegue um pequeno cubo de madeira maciça e não dura, de mais ou menos quinze centímetros de cada lado. Munido de uma pequena faca de corte própria para madeira, inicie a decepar o pequeno pedaço pensando em um determinado objeto. Você verá, tendo paciência, que algo será produzido, talvez sem ter a qualidade que gostaria, mas que se apresentará com algum formato próximo ao que você pensou. Repita o processo algumas vezes e, talvez, uma antiga habilidade poderá ressurgir.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 24 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 3

A consciência da própria imortalidade faculta a certeza da existência de experiências pregressas acumuladas ao longo das vidas sucessivas do Espírito. Tais experiências devem ser evocadas pelo indivíduo, independente de não se encontrarem na Consciência, mediante a observação acurada de seus dotes e pela percepção de suas tendências para a execução de certas atividades. Quanto mais o Espírito integra a consciência de sua imortalidade, mais estimula automaticamente o desabrochar de suas habilidades. O bom da vida será melhor absorvido quanto maior for essa consciência. Saber e testar suas habilidades não só promove o aumento da autoestima como também insere o indivíduo num grupo social, contribuindo para que não haja motivo de inferiorização. A valorização pessoal quando fundamentada em habilidades reais repercute de forma positiva na personalidade, ampliando suas percepções quanto ao bom da vida.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 2

Nem sempre descobrimos nossos potenciais internos e habilidades escondidas. Às vezes, elas são sufocadas pelo meio ou desestimuladas na educação familiar ou formal. Num meio onde haja repressão de certas habilidades ou em que as limitações maternas e paternas dificultem seu exercício, certamente haverá um dispêndio maior de energia por parte do Espírito. É fundamental que o Espírito promova o desenvolvimento de novas habilidades, que serão integradas às anteriores, adquiridas em suas várias encarnações, para que se perceba capaz de viver no mundo e de lhe extrair o melhor.


Extraído do livro O bom da vida. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 1

Todo ser humano possui aptidões inatas que podem desabrochar mediante estímulos oriundos de circunstâncias que emulam suas habilidades já conquistadas nas várias encarnações. Na maioria dos casos, elas são despertadas desde a adolescência, quando o Espírito completa o ciclo psicológico da consciência de si. Por vezes, suas aptidões são aprimoradas pela repetição do exercício de profissões assemelhadas exercidas no passado. É importante a tomada de consciência dessas aptidões para facilitar suas escolhas profissionais, bem como para que não se sinta incapaz ou inapto para dar sua contribuição ao aprimoramento da sociedade.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Falar ao coração 3

Quando tocamos o coração de alguém, esse alguém não nos esquece e busca de alguma forma aproximar-se daquilo que nos ligou anteriormente. Ele fica com a agradável impressão a nosso respeito, desejando prolongar o contato que tem ou teve conosco. O coração é o campo no qual se gravam as experiências do Espírito, as quais, quando se associam, formam o conhecimento das leis de Deus. O intelecto é apenas uma função associativa, e seu desenvolvimento contribui para a formação de redes emocionais que conectarão as experiências que se assemelham. Falar ao coração de alguém é o mesmo que favorecer conexões emocionais superiores, que proporcionam o rico aprendizado das leis de Deus.

Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Falar ao coração 2

Sempre que expressamos alguma ideia a alguém, devemos fazê-lo com o máximo de profundidade possível, para favorecer ao outro estabelecer reflexões na mesma intensidade. Mesmo quando tratarmos de questões menores e de coisas pequenas do dia-a-dia com alguém, façamo-lo com o objetivo de ampliar a percepção de quem conosco dialoga. Fala-se ao coração também com o olhar compreensivo nos olhos do outro, prestando-lhe atentamente a atenção no que diz e aceitando-lhe de forma acolhedora. Quem fala deve fazê-lo com voz pausada e tranquila, veiculando através dela a amorosidade de que é portador. Alcança-se o coração do outro quando se planta uma semente de esperança no mar de incertezas em que se vive. Falar ao coração é deixar marcas sutis na alma de quem nos ouve. Tal fala é flexível e não contém verdades pré-fabricadas ou absolutas nem se revela exclusiva.




Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Falar ao coração 1

Geralmente procuramos falar para sermos compreendidos, tentando alcançar a razão e o intelecto de quem nos ouve. Nem sempre o conseguimos, por conta das emoções que circulam durante a comunicação, das quais nem sempre temos o controle ou a consciência. Quando levamos em consideração as emoções que sentimos e as que provocamos, poderemos melhor estabelecer uma comunicação e assim alcançar os objetivos que pretendemos. Colocar emoção na fala, buscando também o tom de voz adequado, pode ser determinante para a aceitação precisa do que se transmite. Falar ao coração é favorecer no outro que a razão o leve à compreensão profunda do que se pretende afirmar. Não se trata de, simplesmente, fazer o outro se emocionar, pois isto poderá não levá-lo à compreensão, mas tentar unir razão e emoção no que se diz.


 Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 18 de junho de 2017

Ser bem lembrado 9

Ser querido por alguém significa estar disponível para estimular o outro. Saber que alguém nos tem num lugar especial em seu coração nos estimula a viver. Tal estímulo se transforma em energia de vida. Quando estimulamos alguém, contribuímos para seu bem-estar. Isso retorna a nós de forma imperceptível, favorecendo-nos a vida. O Universo, a Natureza, o Destino, ou qualquer nome que atribuamos às Forças Superiores da Vida, tudo conspira a favor das pessoas que estimulam outras e que tornam a vida própria e a dos outros mais simples de ser vivida. Isso funciona como uma chave que abre as portas e reduz o impacto das dificuldades naturais da vida. É uma espécie de salvo-conduto dentro do mar de incertezas da existência humana.Temos grande satisfação íntima quando somos lembrados por alguém sem que ele o faça com o intuito de que venhamos a saber, isto é, alguém se lembra de nós em nossa ausência.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 17 de junho de 2017

Ser bem lembrado 8

É importante que as pessoas com quem convivemos sejam bem lembradas, não só em suas presenças como nas ausências. É importante lembrar de suas qualidades e aptidões a fim de estimulá-las e proporcionar que se sintam motivadas na conquista de outras. Todos gostam de ser bem lembrados e isso reforça positivamente suas condutas e reafirma as bases emocionais que as proporcionam. Isto não implica que devamos esquecer de seus defeitos ou de algo que porventura tenha nos feito e que não gostamos. É natural que possam permanecer sentimentos negativos, mas as experiências passadas devem ser compreendidas no momento em que ocorreram, sem a necessidade de persistirem no tempo. O bom da vida contempla a compreensão dos equívocos alheios, bem como o entendimento e o perdão ao que nos fizeram de negativo.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ser bem lembrado 7

Quando somos bem lembrados por alguém, recebemos as energias emitidas, como também captamos a imagem da experiência evocada pela pessoa. Da mesma forma, também emitimos energias para aquele do qual lembramos algum feito. Tais energias se materializam em bem-estar e servem de estimulante vital para quem as recebe. A certeza de sermos queridos pelos outros reconforta a alma e nos faz confiar nas pessoas com as quais nos relacionamos. Quando isso ocorre, nos sentimos confiantes nos ambientes em que essas pessoas se encontram. É importante construir uma rede sólida de amigos e de pessoas queridas. Tal rede é tecida pela forma como nos mostramos e tratamos os outros. A simplicidade nas relações fortalece a construção de uma imagem positiva de si mesmo perante os outros, pois não há demonstrações de superioridade nem exigências de reconhecimento do valor pessoal.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ser bem lembrado 6

Esses feitos que tocam a alma do outro devem ocorrer ao longo da vida, a começar com os familiares, com os amigos, com colegas de trabalho, bem como com todos que cruzem seu caminho. Tudo em nome do prazer de viver, da alegria em proporcionar o bem e da boa lembrança na mente das pessoas; não apenas para ser bem lembrado, mas por um exercício natural de fazer o que é bom para si e para os outros. Tais atitudes vão sedimentar a boa imagem que deixamos na vida. Ela será justificada pela simples ideia de que fazer o bem faz bem a quem o proporciona e a quem o recebe. Uma pessoa tem grande satisfação íntima quando sabe que foi bem lembrada por alguém sem que tenha havido a intenção de que a citação de seu nome lhe chegasse ao conhecimento. O bom da vida ocorre quando este evento acontece muitas vezes e quando é possível proporcionar semelhante sentimento para alguém.

Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ser bem lembrado 5

Para se ser bem lembrado é preciso construir uma história de vida que marque o coração das pessoas com atitudes afetivas espontâneas. Para isto é preciso aprender a doar-se de forma natural e sem interesse em retribuição. Saber que alguém nos tem em alta conta, por méritos reais, enleva-nos o espírito e nos estimula a semelhantes novos feitos. Conquistar o coração de alguém não é apenas uma possibilidade de encontro amoroso nem de suprir as próprias carências afetivas, mas uma forma de retroalimentação pelo retorno da vibração gerada pelo bem-estar provocado no outro. Ser bem lembrado, no coração e na Consciência das pessoas, requer que se provoquem na sua alma, sensações de alegria pura, satisfação de viver, prazer do convívio, sentimento de pertencimento ou de plenitude de vida. Vive-se o bom da vida quando se atinge, com amor, o coração do outro para que sinta Deus em si mesmo.

Extraído do livro o bom da vida.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ser bem lembrado 4

Buscar estabelecer conexões afetivas e fortalecer laços de amizade que permitam vínculos emocionais que permaneçam ecoando na memória das pessoas contribui para o desenvolvimento espiritual. Tais lembranças na mente e no coração das pessoas se assemelham a fontes que emitem constantes vibrações positivas àqueles que as percebem. Deixar marcas positivas na mente das pessoas requer mais do que agradá-las, pois é preciso ser dono de habilidades que incluam a capacidade de ter alcançado autoestima suficiente para reconhecer o valor e as qualidades do outro. Só quem se sente seguro de si e de seu valor pessoal pode reconhecer naturalmente as qualidades do outro sem demonstrar inveja ou desejo de sua inferiorização. O bom da vida inclui a admiração verdadeira pelo outro, com valorização e expressão sincera de suas qualidades.


Extraído do livro O bom da Vida.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ser bem lembrado 3

É natural que se deseje ter as qualidades dos outros, principalmente aquelas que se tornam excelentes instrumentos para aquisição de bens e de prestígio pessoal. Mesmo que surja alguma ponta de inveja que dificulte ou impeça realçar as qualidades de alguém, a melhor solução é exatamente vencer essas barreiras e expressá-las. É natural a inveja às qualidades de alguém, porém deve ser seguida da busca por experiências que permitam que o melhor delas seja integrado à nossa personalidade; ato contínuo, deve-se expressar pública e sinceramente o valor do outro, para se libertar da própria ignorância e do complexo de inferioridade. O bom da vida compreende a aceitação da inveja, transformando-a em energia para realizações superiores e positivas para a própria personalidade.

Extraído do livro O bom da vida.


domingo, 11 de junho de 2017

Ser bem lembrado 2

Mesmo considerando que as pessoas possuem um lado negativo que pode ser socialmente visível, que nem sempre é conscientemente percebido, geralmente há algo de bom que pode ser dito a respeito delas. Enxergar o melhor do outro, em meio a possíveis críticas à sua conduta e ao seu caráter, é fator de evolução para o observador. A percepção e a exposição dos aspectos positivos da personalidade de alguém revelam um alto grau de respeito ao outro e de reconhecimento de valores superiores que são admiráveis, mesmo quando ainda não conquistados por quem os exalta. Vive-se o bom da vida quando se tem a certeza de que não sonegou a expressão, sempre que necessário, dos bons valores do outro.


Exraído do livro O bom da vida;

sábado, 10 de junho de 2017

Ser bem lembrado 1

Todo ser humano quer ser bem lembrado, pois a boa imagem pública que tem representa uma âncora psíquica que produz bem-estar e assegura o equilíbrio da Consciência. Todo ser humano conta com uma imagem positiva de si mesmo para obter vantagens em sua vida de relações, garantindo sucesso prévio ao que deseja alcançar. A formação desta imagem positiva requer uma base sólida na consolidação da autoestima e da valorização de si mesmo. Quanto mais o ser humano reconhece seus valores pessoais e os vive nas experiências bem-sucedidas que estabelece mais amplia e valoriza sua imagem positiva. O bom da vida implica em obter-se uma positiva imagem de si mesmo que possa garantir uma grande satisfação pessoal em existir.

Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Amar alguém 8

Estar apaixonado por uma pessoa significa colocá-la em foco na consciência, dirigindo-lhe parte de suas emoções e sentimentos. Nem sempre isso é salutar, mas significa a presença do desejo de amar e ser amado. É também um dos exercícios que se pode fazer para um dia chegar-se ao amor pleno. Não se deve desprezar nenhuma forma de amor quando traga bem-estar a si e ao próximo. O apaixonamento, mesmo quando se apresenta de forma intensa e, às vezes, prejudicando o discernimento de quem o sente, deve ser considerado um estado que identifica alguém capaz de sentir e manifestar o amor. O bom da vida passa também pelo apaixonamento e pela coragem de se lançar ao amor, buscando senti-lo intensamente.

Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Amar alguém 7

Amar uma pessoa, mesmo que na forma de uma união marital, é um exercício a caminho do amor pleno. Amar os filhos, os pais, os parentes, os amigos, bem como aqueles que nos favorecem de alguma forma, não é tão difícil quanto amar alguém que nos é estranho. O amor ao outro com quem não temos nenhum laço consanguíneo, em primeiro ou em segundo grau, exige uma maior entrega e superação de diferenças naturais. Quando há algum grau de parentesco, estabelece-se uma ligação que favorece a instalação do sentimento de amor. Quando Jesus afirmou “amai os vossos inimigos” quis talvez salientar o máximo de amor que se pode alcançar, além de salientar a necessidade da superação das diferenças. O bom da vida deve contemplar o amor a alguém com quem não se tenha qualquer relação em que a reciprocidade afetiva esteja implícita.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Amar alguém 6

O grande desafio é amar alguém, pois as exigências de uma relação amorosa requerem habilidades múltiplas. Amar alguém é contracenar com o contraditório além de lidar com um espelho de si mesmo. O outro nunca estará passivo, independentemente de sua possível inércia, pois sempre provocará, por força da convivência, reações psicológicas em quem lhe dirige a atenção. Amar alguém opera transformações internas, profundas e salutares, extraindo de quem sente algo transcendente e renovador. O sentimento de amor promove a expressão do que o indivíduo tem de melhor em matéria de afetividade. A busca por amar alguém, quando destituída de ansiedade, quando não acontece como quem está mendigando, quando não se excede em exigências ao outro e quando não há humilhação pessoal constitui exercício importante para uma atualização da personalidade; esta busca deve ocorrer em paralelo ao exercício da doação de afetividade a pessoas que não a possui. Geralmente o ser humano quer ser amado e luta para encontrar alguém que o ame, esquecendo-se de que deve amar, simplesmente amar. O bom da vida deve ser alcançado em meio ao se experimentar amar alguém, ou ao de ter amado algum dia, cujo estado permite a compreensão da natureza íntima da alma humana.


 Extraído do livro O Bom da Vida.