sábado, 24 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 3

A consciência da própria imortalidade faculta a certeza da existência de experiências pregressas acumuladas ao longo das vidas sucessivas do Espírito. Tais experiências devem ser evocadas pelo indivíduo, independente de não se encontrarem na Consciência, mediante a observação acurada de seus dotes e pela percepção de suas tendências para a execução de certas atividades. Quanto mais o Espírito integra a consciência de sua imortalidade, mais estimula automaticamente o desabrochar de suas habilidades. O bom da vida será melhor absorvido quanto maior for essa consciência. Saber e testar suas habilidades não só promove o aumento da autoestima como também insere o indivíduo num grupo social, contribuindo para que não haja motivo de inferiorização. A valorização pessoal quando fundamentada em habilidades reais repercute de forma positiva na personalidade, ampliando suas percepções quanto ao bom da vida.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 2

Nem sempre descobrimos nossos potenciais internos e habilidades escondidas. Às vezes, elas são sufocadas pelo meio ou desestimuladas na educação familiar ou formal. Num meio onde haja repressão de certas habilidades ou em que as limitações maternas e paternas dificultem seu exercício, certamente haverá um dispêndio maior de energia por parte do Espírito. É fundamental que o Espírito promova o desenvolvimento de novas habilidades, que serão integradas às anteriores, adquiridas em suas várias encarnações, para que se perceba capaz de viver no mundo e de lhe extrair o melhor.


Extraído do livro O bom da vida. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 1

Todo ser humano possui aptidões inatas que podem desabrochar mediante estímulos oriundos de circunstâncias que emulam suas habilidades já conquistadas nas várias encarnações. Na maioria dos casos, elas são despertadas desde a adolescência, quando o Espírito completa o ciclo psicológico da consciência de si. Por vezes, suas aptidões são aprimoradas pela repetição do exercício de profissões assemelhadas exercidas no passado. É importante a tomada de consciência dessas aptidões para facilitar suas escolhas profissionais, bem como para que não se sinta incapaz ou inapto para dar sua contribuição ao aprimoramento da sociedade.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Falar ao coração 3

Quando tocamos o coração de alguém, esse alguém não nos esquece e busca de alguma forma aproximar-se daquilo que nos ligou anteriormente. Ele fica com a agradável impressão a nosso respeito, desejando prolongar o contato que tem ou teve conosco. O coração é o campo no qual se gravam as experiências do Espírito, as quais, quando se associam, formam o conhecimento das leis de Deus. O intelecto é apenas uma função associativa, e seu desenvolvimento contribui para a formação de redes emocionais que conectarão as experiências que se assemelham. Falar ao coração de alguém é o mesmo que favorecer conexões emocionais superiores, que proporcionam o rico aprendizado das leis de Deus.

Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Falar ao coração 2

Sempre que expressamos alguma ideia a alguém, devemos fazê-lo com o máximo de profundidade possível, para favorecer ao outro estabelecer reflexões na mesma intensidade. Mesmo quando tratarmos de questões menores e de coisas pequenas do dia-a-dia com alguém, façamo-lo com o objetivo de ampliar a percepção de quem conosco dialoga. Fala-se ao coração também com o olhar compreensivo nos olhos do outro, prestando-lhe atentamente a atenção no que diz e aceitando-lhe de forma acolhedora. Quem fala deve fazê-lo com voz pausada e tranquila, veiculando através dela a amorosidade de que é portador. Alcança-se o coração do outro quando se planta uma semente de esperança no mar de incertezas em que se vive. Falar ao coração é deixar marcas sutis na alma de quem nos ouve. Tal fala é flexível e não contém verdades pré-fabricadas ou absolutas nem se revela exclusiva.




Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Falar ao coração 1

Geralmente procuramos falar para sermos compreendidos, tentando alcançar a razão e o intelecto de quem nos ouve. Nem sempre o conseguimos, por conta das emoções que circulam durante a comunicação, das quais nem sempre temos o controle ou a consciência. Quando levamos em consideração as emoções que sentimos e as que provocamos, poderemos melhor estabelecer uma comunicação e assim alcançar os objetivos que pretendemos. Colocar emoção na fala, buscando também o tom de voz adequado, pode ser determinante para a aceitação precisa do que se transmite. Falar ao coração é favorecer no outro que a razão o leve à compreensão profunda do que se pretende afirmar. Não se trata de, simplesmente, fazer o outro se emocionar, pois isto poderá não levá-lo à compreensão, mas tentar unir razão e emoção no que se diz.


 Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 18 de junho de 2017

Ser bem lembrado 9

Ser querido por alguém significa estar disponível para estimular o outro. Saber que alguém nos tem num lugar especial em seu coração nos estimula a viver. Tal estímulo se transforma em energia de vida. Quando estimulamos alguém, contribuímos para seu bem-estar. Isso retorna a nós de forma imperceptível, favorecendo-nos a vida. O Universo, a Natureza, o Destino, ou qualquer nome que atribuamos às Forças Superiores da Vida, tudo conspira a favor das pessoas que estimulam outras e que tornam a vida própria e a dos outros mais simples de ser vivida. Isso funciona como uma chave que abre as portas e reduz o impacto das dificuldades naturais da vida. É uma espécie de salvo-conduto dentro do mar de incertezas da existência humana.Temos grande satisfação íntima quando somos lembrados por alguém sem que ele o faça com o intuito de que venhamos a saber, isto é, alguém se lembra de nós em nossa ausência.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 17 de junho de 2017

Ser bem lembrado 8

É importante que as pessoas com quem convivemos sejam bem lembradas, não só em suas presenças como nas ausências. É importante lembrar de suas qualidades e aptidões a fim de estimulá-las e proporcionar que se sintam motivadas na conquista de outras. Todos gostam de ser bem lembrados e isso reforça positivamente suas condutas e reafirma as bases emocionais que as proporcionam. Isto não implica que devamos esquecer de seus defeitos ou de algo que porventura tenha nos feito e que não gostamos. É natural que possam permanecer sentimentos negativos, mas as experiências passadas devem ser compreendidas no momento em que ocorreram, sem a necessidade de persistirem no tempo. O bom da vida contempla a compreensão dos equívocos alheios, bem como o entendimento e o perdão ao que nos fizeram de negativo.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ser bem lembrado 7

Quando somos bem lembrados por alguém, recebemos as energias emitidas, como também captamos a imagem da experiência evocada pela pessoa. Da mesma forma, também emitimos energias para aquele do qual lembramos algum feito. Tais energias se materializam em bem-estar e servem de estimulante vital para quem as recebe. A certeza de sermos queridos pelos outros reconforta a alma e nos faz confiar nas pessoas com as quais nos relacionamos. Quando isso ocorre, nos sentimos confiantes nos ambientes em que essas pessoas se encontram. É importante construir uma rede sólida de amigos e de pessoas queridas. Tal rede é tecida pela forma como nos mostramos e tratamos os outros. A simplicidade nas relações fortalece a construção de uma imagem positiva de si mesmo perante os outros, pois não há demonstrações de superioridade nem exigências de reconhecimento do valor pessoal.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ser bem lembrado 6

Esses feitos que tocam a alma do outro devem ocorrer ao longo da vida, a começar com os familiares, com os amigos, com colegas de trabalho, bem como com todos que cruzem seu caminho. Tudo em nome do prazer de viver, da alegria em proporcionar o bem e da boa lembrança na mente das pessoas; não apenas para ser bem lembrado, mas por um exercício natural de fazer o que é bom para si e para os outros. Tais atitudes vão sedimentar a boa imagem que deixamos na vida. Ela será justificada pela simples ideia de que fazer o bem faz bem a quem o proporciona e a quem o recebe. Uma pessoa tem grande satisfação íntima quando sabe que foi bem lembrada por alguém sem que tenha havido a intenção de que a citação de seu nome lhe chegasse ao conhecimento. O bom da vida ocorre quando este evento acontece muitas vezes e quando é possível proporcionar semelhante sentimento para alguém.

Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ser bem lembrado 5

Para se ser bem lembrado é preciso construir uma história de vida que marque o coração das pessoas com atitudes afetivas espontâneas. Para isto é preciso aprender a doar-se de forma natural e sem interesse em retribuição. Saber que alguém nos tem em alta conta, por méritos reais, enleva-nos o espírito e nos estimula a semelhantes novos feitos. Conquistar o coração de alguém não é apenas uma possibilidade de encontro amoroso nem de suprir as próprias carências afetivas, mas uma forma de retroalimentação pelo retorno da vibração gerada pelo bem-estar provocado no outro. Ser bem lembrado, no coração e na Consciência das pessoas, requer que se provoquem na sua alma, sensações de alegria pura, satisfação de viver, prazer do convívio, sentimento de pertencimento ou de plenitude de vida. Vive-se o bom da vida quando se atinge, com amor, o coração do outro para que sinta Deus em si mesmo.

Extraído do livro o bom da vida.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ser bem lembrado 4

Buscar estabelecer conexões afetivas e fortalecer laços de amizade que permitam vínculos emocionais que permaneçam ecoando na memória das pessoas contribui para o desenvolvimento espiritual. Tais lembranças na mente e no coração das pessoas se assemelham a fontes que emitem constantes vibrações positivas àqueles que as percebem. Deixar marcas positivas na mente das pessoas requer mais do que agradá-las, pois é preciso ser dono de habilidades que incluam a capacidade de ter alcançado autoestima suficiente para reconhecer o valor e as qualidades do outro. Só quem se sente seguro de si e de seu valor pessoal pode reconhecer naturalmente as qualidades do outro sem demonstrar inveja ou desejo de sua inferiorização. O bom da vida inclui a admiração verdadeira pelo outro, com valorização e expressão sincera de suas qualidades.


Extraído do livro O bom da Vida.